13 de abril de 2009

Tua Mão segura me ajudou a andar...

"Quando os meus sonhos vi desmoronar
Me troxeste outros pra recomeçar
Quando me esqueci que era alguém na vida
Teu Amor veio me relembrar

Que Deus me ama
Que não estou só
Que Deus cuida de mim
Quando fala pela Tua voz
E me diz: coragem! "

(Humano Amor de Deus - Pe. Fábio de Melo)

Deus tem caminhos para nós...

20 de março de 2009

" um instante, e a paz se foi
duas palavras
e o sorriso fica pra depois"

8 de março de 2009

Moça Bonita - Geraldo Azevedo

(Geraldo Vandré e Capinam)

Moça bonita,
Seu corpo cheira
Ao botão da laranjeira.
Eu também não sei se é
Imagine o desatino
É um cheiro de café
Ou é só cheiro feminino
Ou é só cheiro de mulher.

Moça bonita,
Seu olho brilha
Qual estrela matutina.
Eu também não sei se é
Imagina minha sina
É o brilho puro da fé
Ou é só brilho feminino
Ou é só brilho de mulher

Moça bonita,
Seu beijo pode
Me matar sem compaixão
Eu também não sei se é
Ou pura imaginação
Pra saber, você me dê
Esse beijo assassino
Nos seus braços de mulher.

(Adooooro essa canção! )

6 de março de 2009

É verão.. sei lá...


Fazia muito calor aquela tarde. O calor tinha o poder de deixa-la de mal humor. Sempre preferira os dias de inverno, são mais propícios ao aconchego. Caminhou apressadamente, tinha um compromisso e não poderia se atrasar. Na sua cabeça sempre havia um preguinho sendo martelado. Sinceramente ela já estava cansada daquelas marteladas constantes. Aquele barulho lhe atrapalhava o sono, também. Por todo lugar em que passava, as pessoas, suadas, reclamavam do calor. Aquilo só fazia aumentar a ojeriza que tinha de dias calorentos. Justo ela, que nascera num país tropical, numa cidade próxima ao litoral. Aposto que tinha gente que adoraria essa 'sorte'!

3 de março de 2009

Dentro da minha bolsa...

Como fez a Luiza do Blog Favoritos, lá vai...


1) Poste uma foto da bolsa que você usou hoje. “Não, você não pode ir lá no armário e pegar aquela bolsa bonitinha, tem que ser a última que vc usou”. Eu gostaria de saber o que você carregou nela hoje ou da última vez que saiu de casa.


Celular e seu carregador, crachá, Batom Rosa Natura Zip, Escova de dentes, Batom Morango da Avon, Creme para olheiras Avon, Protetor Solar Facial Natura, Batom Rosa Natura Diversa, Loção Hidratante Jabuticaba Natura, Agenda, Carteira, Livrinho "Como rezar o terço", Prendedor de Cabelo, um par de Argolas, uma caneta.

2) Quero saber quanto pagou por ela. Não é para julgar, somente para se divertir. Então diga aí, e se tiver alguma história associada com a compra dessa bolsa, eu quero saber também.

R$ 50,00. Queria uma bolsa preta compacta, pra levar pro trabalho.

27 de fevereiro de 2009

Será que ele é?

Ela não tinha muita certeza... Será que era esta a resposta? Tá que ele é bonito, ela não podia negar. Alto. Cheiroso. Charmoso. Inteligente. Vaidoso. Hum... Meio obceno. Desbocado (Aff)¹. E o pior, GAY. Será que ele é mesmo GAY? Não, ela tinha quase certeza. Não seria possível, seria? Um cara na casa dos trinta com essas qualidades e solteiro? Solteiro de tudo. Sem piriguete nenhuma pra não ficar no atraso. Tem caroço nesse angu. Mulher se segura melhor. Disfarça. Mas homem... sei não. Seria mesmo ele a melhor opção? O que vale mais: um cara burro e homem ou um cara inteligente e 'mei' gay?

Kevin Kline em cena do filme "Será que ele é?"

Ela estava meio 'bolada' com isso. Tentava analizar as opções. O que lhe restava? De repente teve um susto. Acho que ela atraía gays. Sim. Fazendo o restrospecto... O seu Sex Appeal não estava funcionando muito bem como ela queria. Ela havia lido uma matéria numa revista que falava sobre a influência do xixi da mulherada da feminização do mundo². Sim. Isso mesmo que vocês leram. Parece que o nosso xixi anda eliminando muito hormônio feminino - consequência do uso de anti-concepcionais. Esse xixi vai pro solo, o solo gera os alimentos, o homem come esses benditos alimentos e viram gays. Um absurdo isso. Imagina, colocar a culpa da viadagem masculina em cima da gente...! Eles (os homens que restam) querem evitar filhos tanto quanto nós.

Fato é que toda essa história de viadagem masculina e solterice feminina andou mexendo com a cabeça dela. Verdade que bateu uma tristeza nela. Ela estava disposta a fazer uma campanha contra os anticoncepcionais, vai que essa matéria da Revista Planeta tem fundamento, digo fundamento mesmo.

¹. Acho que traz para o homem um 'quê' de virilidade, palavrões e obcenidades (guardadas as devidas proporções). Não estou fazendo apologia a nada. Mas apesar d'eu não gostar de palavrões - que mulher gosta?, eu sempre acho duvidoso a ausência de determinadas expressões na boca masculina. Assim como a presença de outras (Cruzes! Credo! Tenso).
². Matéria publicada pela revista Planeta de xxx de 2008.


12 de fevereiro de 2009

Macaquinhos no Sotão



Enquanto ela contemplava suas unhas grandes com vestígios de esmalte vermelho, macaquinhos saltitavam em seu cérebro. Quando criança ela havia lido "O Menino Maluquinho", e a idéia de macaquinhos saltitando no cérebro quase sempre vinha a sua mente quando ficava matutanto, matutando e endoidando com tanta 'matutação'. Só macaquinhos no sotão poderiam explicar as maluquices que passam pela cabeça da gente. Ela ainda sentia o cheiro de mofo das cartinhas antigas, dos exagerados cartões que trocavam em família a tanto tempo guardados e que nem fazem tanto sentido atualmente. Eles haviam sido uma família feliz, mas hoje... naõ sei como poderia defini-los. Ela escutava músicas de Vinícius e continuava a olhar suas unhas. Estava triste. Ultimamente essa tem sido sua realidade. Uma tristeza que parece destrui-la. Suas olheiras cada vez mais escuras. Noites sem sono. Preguiça. Choro preso. Necessidade de vida. As unhas estavam grandes como a tristeza que sentia. Ela estava estranha. Ela era estranha. Ela anciava por algo... mas o quê? Acho que ela devia 'cortar as unhas' .

4 de janeiro de 2009

Blá!




Ali, debruçada sobre o batente da janela amarela, ela via o mundo. Não, ela não morava na Lua, nem tão pouco repousava no céu. A sua casa ficava numa rua comum, num bairro comum, de uma cidade comum. Mas seus sonhos... ah, eles não tinham residência fixa. Não tinham caixa postal, nem algoz. Eram livres. E quando ela recostava seus cotovelos no batente da janela amarela ela vivia o mundo...
O vento batia em seus cabelos, refrescando-lhe os pensamentos. Seus olhos tinham o brilho das estrelas, e a vida acarinhava sua face com um suspiro. Em seus sonhos, as palavras tinham cheiro de talco. Os beijos, gosto de morango. Os abraços eram como chocolate quente. Os sorrisos, coloridos. As casas não tinham chaves. E as pessoas já nasciam se amando. Era tudo tão genuíno, tão gostoso, que o sono vinha fácil. Então, sob a luz da Lua um anjo vinha a sussurar em seu ouvido palavras doces e gentis.
Ao se levantar, ela olhava para a janela amarela, como quem olha um amigo que não vê a muito tempo. Sempre aberta, a janela lhe prometia um abraço e lhe trazia a segurança que a vida não oferecia. A sensação de aconchego permanecia ao longo do dia. A certeza de que a janela não mudaria de lugar lhe satisfazia.
Os dias costumavam ser dificéis...


24 de novembro de 2008

Humm!

Todos os dias ele acordava cedo. Saltava da cama no primeiro ruído do despertador. Apanhava a toalha e se dirigia ao banheiro. Logo ligava o chuveiro e o deixava assim enquanto fazia a barba. Já de barba feita, despia sua samba canção e deliciava-se com um banho quente. Enquanto lavava os cabelos sempre se recordava dela. Ela que por tantas vezes implicara com seus cabelos desalinhados... Vestia-se apressado, pois sempre acabava perdendo minutos preciosos em devaneios feitos sob a água do chuveiro. Perfumava-se e apanhava as chaves do carro e partia. Com o carro em movimento, ligava o rádio. Sempre uma canção de amor. Sempre aquela fisgada por dentro. Seguia adiante tentando afastar aquela saudade de si.

No trabalho era sempre o mesmo, exigente, responsável e justo. Sua voz grave, assustava num primeiro momento, mas logo era identificada como sinônimo de confiança e praticidade. Não era homem de meias palavras ia direto ao assunto, sempre... no trabalho. No que dizia respeito a sua vida amorosa... que vida amorosa? Saía com uma e outra, se satisfazia, mas não vivia. Nunca havia vivido uma relação. Quando chegara perto disso, a perdera... por medo de dizer o que sentia. Por recear não ser correspondido. Por medo de perder...perdera.

Ás vezes na solidão do seu quarto, logo depois de retornar de uma farra qualquer, se perguntava por que sua vida tomara esse rumo. Tinha certeza de que perdera a sua chance de ser feliz quando ela partiu. Desde então não se ocupou de ninguém. Não conseguia entender que fora ele quem a abandonara quando não se permitiu dizer, falar, amar, quando deveria. Não entendia que tão imporante quanto sentir é manifestar aquilo que se passa por dentro.


( continua...)